O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a Cruz Vermelha Brasileira (CBV) assinaram, nesta sexta-feira (31), um acordo de cooperação que prevê a promoção de “ações educativas junto a populações expostas a riscos”.
As duas instituições partem do princípio de que a difusão de conhecimentos científicos para populações de áreas de risco é uma das frentes de ações relevantes para a prevenção de desastres.
Desastres naturais causaram R$ 401,3 bilhões de prejuízos em 10 anos.Para especialistas, sirenes são insuficientes para evitar desastres.Nesse sentido, estão previstas atividades conjuntas de “caráter preventivo e foco na capacitação de recursos humanos para auxiliar na gestão de risco de desastres”.
Segundo o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, as ações que podem prevenir ou amenizar os problemas causados por desastres passam pela percepção do risco; pelo reconhecimento da ameaça (algo, segundo ele, mais relacionado à forma como a população percebe determinado risco); pela preparação de resposta; e por ações relacionadas à fluência da informação.
Moraes explica que, “a atividade educativa de preparação do indivíduo para reagir no momento do desastre é tão essencial quanto o alerta”. A comunicação, acrescenta, deve ir “além da comunicação entre instituições”, abrangendo também o “como comunicar pessoas que estão na eminência de um desastre”, disse ele após participar da assinatura do acordo com a Cruz Vermelha Brasileira.
“Precisamos, além de emitir alerta, fazer com que ele chegue às pessoas”, complementou ao defender que “educação pressupõe informar jovens sobre formas de reconhecerem riscos, possibilitando inclusive que eles mesmos criem mecanismos de monitoramento”.
A parceria com a Cruz Vermelha dará, a essas ações, “um outro patamar [em termos] de visibilidade e escala para a comunicação”, acrescentou.
O presidente da CVB, Julio Cals de Alencar, lembrou que situações de desastre precisam de respostas rápidas. “Sabendo o que cada um vai fazer poderemos estar preparados muito antes para essa resposta, diminuindo o sofrimento humano”, disse.
O acordo assinado hoje não prevê transferência de recursos, mas o compartilhamento de informações e a preparação de cursos, de forma a promover ações educativas junto a populações expostas a riscos, em caráter preventivo e com foco na capacitação de recursos humanos.
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