A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (25) a edição de fevereiro do Boletim Covid-19, com dados sobre o comportamento do setor de planos de saúde durante a pandemia de covid-19. O levantamento trouxe dados atualizados até janeiro de 2022.
A proporção de leitos destinados para atendimento à covid-19 nos hospitais da amostra voltou a crescer, interrompendo a tendência de queda observada desde abril de 2021. A taxa mensal geral de ocupação de leitos, que engloba tanto atendimento à covid-19 como demais procedimentos, ficou em 73% em janeiro de 2022, três pontos percentuais acima do patamar observado em janeiro de 2021, quando o país enfrentava a segunda onda da pandemia.
“A ocupação de leitos de UTI para casos de covid-19 apresentou aumento significativo em janeiro de 2022, passando de 44% para 61%. Já a ocupação de leitos de UTI para demais procedimentos mantém tendência de estabilidade que vem sendo observada desde março de 2021, tendo ficado em 75% no mês de janeiro”, informou a ANS.
A busca por exames e terapias ficou 12% acima do patamar verificado em janeiro de 2021. “De maneira geral, as variações nos indicadores apresentados parecem refletir o aumento dos casos de influenza e de covid-19 (impulsionados pelas variantes H3N2 e Ômicron, respectivamente), no Brasil, no fim de 2021”, disse a agência reguladora.
Os dados de janeiro de 2022 mostram que houve aumento de 15,3%, em comparação ao mês anterior, no total de reclamações que foram passíveis de intermediação pelo instrumento da Notificação de Intermediação Preliminar, ficando em patamares semelhantes aos observados nos meses de agosto a novembro de 2021, com maior predominância de temas de natureza assistencial.
Quanto às demandas relacionadas à covid-19, houve aumento também. Em janeiro de 2022, a ANS registrou 1.597 reclamações sobre o tema. Do total de queixas relacionadas ao coronavírus, 79% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento para a doença. A intermediação de conflitos feita pela ANS, entre consumidores e operadoras, tem resolvido mais de 90% dessas reclamações.
O número preliminar de beneficiários em planos de assistência médica relativo a janeiro de 2022 seguiu a tendência de crescimento observada desde julho de 2020. O total de 48.945.306 beneficiários representa aumento de 0,03% em relação a dezembro de 2021.
A taxa de adesão (entradas), considerando todos os tipos de contratações, é superior à taxa de cancelamento (saídas) nos planos médicos hospitalares. O tipo de contratação responsável por esta superioridade é o coletivo empresarial que se mantém, desde julho de 2020, com mais entradas do que saídas de beneficiários.
Considerando o tipo de contratação do plano e a faixa etária do beneficiário, observou-se que a variação foi positiva para os beneficiários acima de 59 anos em todos os tipos de contratação ao longo dos meses de março de 2020 até fevereiro de 2022.
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