Foi adiado, nesta quinta-feira (25), o depoimento do indígena José Acácio Serere Xavante à CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Uma nova data ainda não foi definida.
Segundo o presidente da CPI, deputado distrital Chico Vigilante, Serere estava disposto a comparecer, mas, como ele está preso, a ida dependia de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Trâmites burocráticos no tribunal, no entanto, atrasaram o pedido, e a decisão para a liberação não saiu a tempo. Vigilante disse que a reconvocação do indígena deve ser votada novamente.
Chico Vigilante presidirá CPI distrital dos atos antidemocráticos.A reportagem da Rádio Nacional entrou em contato com o STF sobre o atraso na liberação, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.
José Acácio Serere Xavante se apresenta como cacique e pastor evangélico. Ele está preso desde o dia 12 de dezembro do ano passado acusado de estimular indígenas e não indígenas a cometer crimes como ameaça de agressão e perseguição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do STF.
Foi depois da prisão dele, que vândalos golpistas tentaram invadir a sede da Polícia Federal e queimaram carros e ônibus em Brasília, no final do ano passado.
De acordo com o cronograma da CPI, o próximo depoimento previsto é o do general Augusto Heleno, na quinta-feira (1°/6) da semana que vem.
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