O alívio no exterior e o fim do ciclo de alta dos juros no Brasil fizeram o dólar ter forte queda e aproximar-se de R$ 5,10. A bolsa de valores teve forte alta e fechou acima dos 114 mil pontos pela primeira vez desde abril.
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (22) vendido a R$ 5,114, com recuo de R$ 0,059 (-1,14%. A cotação chegou a passar de R$ 5,18 no fim de manhã e o início da tarde, mas caiu em meio à entrada de fluxos externos.
A moeda norte-americana está no menor valor desde o último dia 12, quando tinha fechado a R$ 5,09. A divisa acumula queda de 1,69% em agosto e 8,29% em 2022. No menor nível em 20 anos perante o dólar, o euro comercial fechou a R$ 5,032, em meio às preocupações com a guerra na Ucrânia e a alta da inflação no continente.
Dólar sobe para R$ 5,17 com juros americanos e Rússia.Dólar cai para R$ 5,15 na véspera de reunião do Copom.Dólar cai a R$ 5,16 com expectativas sobre juros no Brasil e nos EUA.A moeda norte-americana está no menor valor desde o último dia 12, quando tinha fechado a R$ 5,09. A divisa acumula queda de 1,69% em agosto e 8,29% em 2022. No menor nível em 20 anos perante o dólar, o euro comercial fechou a R$ 5,032, em meio às preocupações com a guerra na Ucrânia e a alta da inflação no continente.
Exceto na zona do euro, o mercado financeiro internacional teve um dia de alívio após o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) elevar os juros básicos dos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual. A confirmação das previsões da maioria dos analistas reduziu as pressões sobre o dólar e fez investidores venderam a moeda para embolsarem os lucros das últimas semanas.
Os países emergentes foram beneficiados pela alta das commodities (bens primários com cotação internacional). Com o agravamento das tensões entre a Rússia e a Ucrânia, o preço de diversas commodities voltou a subir nesta quinta-feira, beneficiando os exportadores de produtos primários.
No Brasil, o fim do ciclo de alta da Selic (juros básicos da economia) favoreceu a bolsa. A manutenção da taxa em 13,75% ao ano estimulou a migração de investimentos em renda fixa, com risco mais baixo, para o mercado de ações, que tem risco maior. Paralelamente, os juros altos, que continuam no maior nível desde 2017, continuam favorecendo a entrada de capitais externos, mesmo tendo parado de subir.
* com informações da Reuters
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