Categories: Diversos

Indígenas protestam em Brasília contra marco temporal – Agência Brasil

Durante esta semana, indígenas de todo se mobilizam contra o marco temporal na demarcação de terras dos povos tradicionais. Em Brasília, um acampamento foi montado perto da Esplanada dos Ministérios, que reúne representantes de povos de vários estados.

O movimento espera reunir mais de 2 mil indígenas na capital federal, até que seja encerrado o julgamento da questão no Supremo Tribunal Federal. Também há previsão de manifestações nos estados.

Notícias relacionadas:

Ministra diz ter esperança de que Senado rejeite marco temporal.Entenda PL do marco temporal de terras indígenas aprovado pela Câmara.Ministério dos Povos Indígenas diz que marco temporal é “genocídio”.Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do Projeto de Lei 490/07, que prevê que os povos indígenas e tradicionais terão direito somente às terras que ocuparam até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. O texto vai agora pela análise do Senado, que pode manter o marco temporal ou não.

Nesta quarta-feira (7), o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma julgamento que avalia a legalidade da tese do marco temporal, ou seja se a data de promulgação da Constituição pode ser usada como parâmetro para definir as demarcações de terras dos povos tradicionais.

“Além de existirem povos indígenas no Brasil, constituições anteriores a 88 garantiam aos povos indígenas os seus territórios. A Constituição Federal de 88 já traz Artigo 231, direito de cláusula pétrea, então não pode ser mexido, a não ser com uma nova Constituição”, disse o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Kleber Karipuna.

STF

O processo que motivou o julgamento na Corte trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da TI é questionada pela procuradoria do estado.

O placar do julgamento está empatado em 1 a 1: o ministro Edson Fachin votou contra a tese do marco temporal, e Nunes Marques se manifestou a favor.

A análise foi suspensa em setembro de 2021 após um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. 

A decisão do Supremo não valerá apenas para esse território, mas para todos os casos relacionados a disputas envolvendo áreas indígenas.

 

Share

Recent Posts

STJ – STJ moderniza serviço de emissão de certidões com nova plataforma digital

STJ moderniza serviço de emissão de certidões com nova plataforma digital - STJ moderniza serviço…

3 horas ago

STJ – STJ encerra Primeira Rodada de Oficinas da XXIII Cúpula Judicial Ibero-Americana com foco em IA e Justiça

STJ encerra Primeira Rodada de Oficinas da XXIII Cúpula Judicial Ibero-Americana com foco em IA…

3 horas ago

STJ – Novo caso de prompt injection: STJ multa advogados em R$ 20 mil por ato contra a dignidade da Justiça

Novo caso de prompt injection: STJ multa advogados em R$ 20 mil por ato contra…

3 horas ago

STJ – Visita de crianças ao STJ valoriza a renovação e a liberdade

Visita de crianças ao STJ valoriza a renovação e a liberdade - Visita de crianças…

3 horas ago

Inter e Bragantino avançam às semifinais da Copa do Brasil Feminina – Agência Brasil

A Copa do Brasil Feminina conheceu, na noite desta terça-feira (20), os dois primeiros times…

3 horas ago

Lula confirma PEC da Tarifa Zero; Flávio tem apoio de sertanejos – Agência Brasil

Os candidatos à Presidência da República tiveram atos em cidades do Nordeste e do Centro-Oeste. …

3 horas ago