Movimentos populares, coletivos de trabalhadores e representantes de partidos políticos fizeram nesta quinta-feira (19) na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, um ato em defesa do povo palestino. O protesto foi convocado pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino.
Nos cartazes e discursos, críticas à forma como o governo de Israel tem atuado no conflito contra o grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza. Segundo os manifestantes, existe um massacre e um “processo de limpeza étnica” contra os palestinos. Nas falas, a preocupação era reforçar que o protesto não era antissemita, mas de condenação aos ataques militares de Israel e de defesa da criação de um Estado palestino independente.
Bombardeio atinge cidade em Gaza onde estão brasileiros .Confrontos na Cisjordânia aumentam e palestinos mortos chegam a 64.Em Israel, Biden oferece apoio a israelenses e ajuda a palestinos.“O ato é para denunciar o que Israel faz há décadas contra os palestinos e pedir o fim da ocupação sionista”, disse Badra El Cheikh, do Sanaúd – Juventude Palestina, um dos grupos que liderou o protesto. “Somos solidários, porque a causa palestina é de todos. Não no sentido de ser uma causa romantizada, mas de representar um povo oprimido, assim como o povo pobre e trabalhador é oprimido no Brasil e no mundo”.
O capítulo mais recente do histórico conflito foi o ataque do grupo islâmico Hamas contra comunidades israelenses próximas à Gaza no dia 7 de outubro. O grupo invadiu uma festa e assassinou centenas de pessoas, levando outras como reféns. Israel, por sua vez, iniciou um bombardeio ao território palestino controlado pelo grupo islâmico, onde vivem mais de 2 milhões de pessoas.
Segundo as Forças de Defesa de Israel, o grupo palestino matou cerca de 1.300 israelenses, entre civis e militares. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 3.785 palestinos morreram vítimas dos bombardeios de Israel.
No domingo passado (15), a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), organizou um ato em defesa de Israel na praia de Copacabana, zona sul da cidade. Os manifestantes carregaram bandeiras e fotos de pessoas sequestradas pelo grupo islâmico Hamas e pediram a libertação dos reféns. O presidente da Fierj, Alberto David Klein, disse que o objetivo do protesto era condenar o terror e apoiar a existência do Estado de Israel.
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